segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Físicos conseguem projectar luz através de materiais opacos

Alguns objectos opacos podem ser levemente translúcidosSegundo um estudo publicado na revista «New Scientist»“ não se trata exactamente de uma visão raio-X, mas foi descoberta uma maneira de transmitir imagens simples através de objectos opacos, utilizando luz comum”. O físico Sylvain Gigan, e a sua equipa, da École Supérieure de Physique et de Chimie Industrielles, em Paris (França), usaram este método para projectar uma imagem através de um vidro coberto de tinta grossa.

Os investigadores explicam que embora consideremos alguns objectos opacos, na verdade, estes podem ser levemente translúcidos – o que significa que alguma luz consegue passar. Um tipo de projecção semelhante já tinha sido utilizado no filme«Superman - O Retorno» para simular a visão raio-X – físicos já transmitiam imagens simples através de objectos opacos.

A equipa francesa conseguiu reconstruir uma imagem da luz, por engenharia inversa ou revertida, através de um processo de“espalhamento” – em que a mesma onda de luz se espalha da mesma forma. A maneira como um objecto particular dispersa luz é conhecida como a sua matriz de transmissão. "Se a [camada de tinta] é um labirinto para a luz, então poderemos considerar a matriz de transmissão como o seu mapa", diz Gigan.

Os investigadores calcularam a matriz de transmissão para o deslizamento através de um vidro pintado atingindo-o com um raio laser fraco, mais de mil vezes, mudando a forma do raio a cada vez. Para isso, foi utilizado um modulador de luz espacial – aparelho cujo funcionamento é semelhante ao de um projector de vídeo.

Reconstrução

Já uma experiência levada a cabo em 2007, permitia redireccionar a luz através de cascas de ovo e dentes humanos, demonstrando assim que existia esta possibilidade. Se uma simples imagem era então projectada, olhando para o outro lado de um vidro pintado poderíamos ver somente um brilho uniforme, mas a equipa utilizou conhecimentos sobre a matriz de transmissão para descodificar os vestígios fracos que alcançaram a câmara digital e reconstruíram a imagem.

"Uma vez que a matriz é conhecida, reconstruir a imagem é muito rápido", conclui Gigan. No entanto, será necessário algum tempo antes que a técnica seja utilizada para transmitir e reconstruir qualquer imagem realmente interessante.


Sara Esteves

sábado, 30 de janeiro de 2010

Cientistas detectam maior buraco negro descoberto até hoje

O Very Large Telescope, telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO), detectou o buraco negro estelar mais distante e mais maciço (com uma massa quinze vezes maior à do Sol) descoberto até hoje. Além disso, o objecto encontra-se em interacção com uma estrela que, em pouco tempo, irá dar origem, também ela, a um buraco negro.

Este buraco negro  encontra-se numa galáxia espiral chamada NGC 300, situada a seis milhões anos-luz de distância. “Este é o buraco negro estelar mais distante descoberto até hoje para o qual foi possível calcular a massa. É também o primeiro que observamos fora da nossa vizinhança galáctica, o Grupo Local", diz Paul Crowther, professor de Astrofísica na Universidade de Sheffield e primeiro autor do artigo.


O buraco negro tem uma “companheira”, uma estrela Wolf-Rayet, também com uma massa  20 vezes superior à do Sol. As estrelas Wolf-Rayet encontram-se no final das suas vidas e expelem a maior parte das suas camadas exteriores para o meio interestelar antes de explodirem sob a forma de supernovas, altura em que os seus núcleos implodem dando origem a buracos negros.

As novas observações obtidas pelo instrumento FORS2, montado no Very Large Telescope do ESO,  mostram que o buraco negro e a estrela Wolf-Rayet andam em volta um do outro com uma periocidade de 32 horas. Os astrónomos descobriram igualmente que o buraco negro se encontra a arrancar matéria da estrela à medida que os dois objectos orbitam em torno um do outro.

Rui Lopes

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Chips colectores de energia podem alimentar Pacemakers, telemóveis

Filmes de borracha geradores de energia desenvolvidos por engenheiros da Universidade de Princeton podem aproveitar os movimentos naturais do corpo para alimentar dispositivos electrónicos.

O material, composto por nanofitas de cerâmica incorporadas em folhas de silicone, gera electricidade quando flexionado e é altamente eficiente na conversão de energia mecânica em energia eléctrica.

"Quando posicionadas contra os pulmões, folhas deste material podem aproveitar os movimentos respiratórios para alimentar pacemakers, suprindo a necessidade actual de substituição cirúrgica de baterias que alimentam estes dispositivos." afirma Michael McAlpine, professor de Engenharia Mecânica e Aeroespacial, que liderou o projecto.

São inúmeras as aplicações deste dispositivo. Além de produzir energia observou-se que ao aplicar uma carga eléctrica, as folhas do chip flexionam, o que pode vir a demonstrar-se importante em futuros dispositivos cirúrgicos.

Rui Lopes

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Lançamento do «Solar Dynamics Observatory»

No dia 9 de Fereveriro, a NASA vai lançar para o espaço uma sonda que irá estudar de forma aprofundada o comportamento do Sol. Chama-se «Solar Dynamics Observatory»(SDO).



Esta missão tem como objectivo perceber a influência do Sol no nosso planeta, nomeadamente na atmosfera terrestre.
Para tal, é essencial responder a duas questões:

-Como é que o campo magnético do sol é gerado e estruturado?

-Como é que a energia magnética acumulada é convertida e libertada para a heliosfera para o geoespaço em forma de ventos solares, partículas de energia e variações na radiação? 

Esperamos pelas respostas!


Marta

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

NASA mostra novas fotos de Marte





A câmara HiRISE (The High Resolution Imaging Science Experiment) da NASA começou a fotografar Marte em Março de 2006 e agora mostra as primeiras imagens do planeta a três dimensões, a cores e com alta resolução.