terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Electricidade Wireless

A lâmpada acende quando a energia flui (amarelo), <br> induzida pelo campo magnético (azul)O fim dos cabos está cada vez mais próximo. Primeiro, o telefone e a internet sem fios e agora o televisor e não só. Uma inovadora tecnologia foi criada pela WiTricity Corporation e depende de uma teoria experimental desenvolvida em torno do método de transferência de energia via magnetismo. Entretanto, uma empresa chinesa já aposta em equipamentos que dependam deste novo engenho.

A WiTricity Corporation foi fundada em 2007 para comercializar esta nova tecnologia, inventada dois anos antes no Massachusetts Institute of Technology (MIT).
O método inovador – em que campos magnéticos de dois dispositivos adequadamente projectados com frequências de ressonância podem ser combinadas num único campo magnético contínuo – foi validado em 2007 por uma equipa de físicos, liderada por Marin Soljačić, investigador do Laboratório de Electrónica do MIT.

O fenómeno possibilita a troca de energia de um dispositivo para outro com grande eficiência e a uma determinada distância. A transferência é feita via magnetismo e evita potenciais perigos a nível de segurança e ineficiências frequentemente associadas à energia electromagnética.

A equipa de Soljačić fez uma demonstração de transferência sem fio e verificou-se que é possível iluminar uma lâmpada de 60 watt a partir de uma fonte de energia localizada a mais de dois metros de distância. O resultado deste estudo foi publicado na Science, um ano depois.


Televisão sem fios (Imagem: WiTricity Corp.)
Tecnologia MIT comercializada

Entretanto, a Haier, um fabricante de electrodomésticos chinês, anunciou recentemente a criação do protótipo de um televisor de 81 centímetros, sem fios.

A fonte de alimentação assemelha-se a um enorme rectângulo afixado numa parede – podendo ser confundida com um quadro.

A tecnologia traz melhorias de som e imagem com alta definição e ainda ligação à internet. Segundo a empresa, o sinal pode ser propagado sem perdas até 30 metros, através de paredes e tectos. Contudo, a data de comercialização ainda não está definida.

Rui Lopes

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